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terça-feira, 22 de abril de 2014

Pais são principais responsáveis por violações aos direitos da criança

Levantamento foi feito com dados dos conselhos tutelares de todo o País

Agência Brasil
Levantamento feito com dados dos conselhos tutelares de todo o País revela que pais e mães são responsáveis por metade dos casos de violações aos direitos de crianças e adolescentes, como maus-tratos, agressões, abandono e negligência.
Os números retirados do Sistema de Informações para a Infância e Juventude, do governo federal, apontam 229.508 casos registrados desde 2009, sendo que, em 119.002 deles, os autores foram os próprios pais (45.610) e mães (73.392).
O levantamento, baseado em informações de 83% dos conselhos tutelares brasileiros, mostra também que os responsáveis legais foram autores de 4.403 casos, padrastos tiveram autoria em 5.224 casos e madrastas foram responsáveis em 991.
Para Ariel de Castro Alves, advogado membro do Conselho Estadual dos Direitos da Criança e do Adolescente (Condeca) e fundador da Comissão Especial da Criança e do Adolescente do Conselho Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), esses dados são assustadores porque as situações de risco à criança são criadas pelas pessoas em que elas mais confiam e das quais dependem para sobreviver.
Ariel de Castro citou como exemplo o caso recente do menino Bernardo Uglione Boldrini, de 11 anos, assassinado em Três Passos (RS). O próprio pai e a madrasta estão entre os principais suspeitos. Uma das motivações teria sido uma herança, além de uma pensão.
“É um problema que não decorre apenas das situações econômicas e sociais, como o caso do menino Bernardo mostra. Muitas vezes, as situações que envolvem pessoas pobres são mais denunciadas até pela facilidade de os vizinhos terem acesso, pelas formas de moradia, as pessoas são mais comunicativas nas regiões mais periféricas. Agora, a violência também ocorre em famílias mais abastadas, mas muitas vezes [as violações] não são denunciadas, na tentativa de manter um certo status familiar”, disse ele.
O advogado destaca a falta de programas sociais voltados para a orientação e um acompanhamento mais permanente de famílias em conflitos. Ariel de Castro criticou o fato de, muitas vezes, as autoridades não considerarem as reclamações feitas pela própria criança, como no caso do menino Bernardo, que chegou a pedir ajuda ao Ministério Público para não morar mais com o pai e a madrasta. “A palavra da criança tem que ser levada em conta, como prevê o direito ao protagonismo, o desejo de não continuar mais com os pais”, defendeu.

Julgar Dilma pelo noticiário da mídia é um erro

Bombardeada o tempo todo por jornais e revistas
“Se a mídia ignora, por exemplo, que FHC se valeu de votos comprados para conseguir a emenda da reeleição, ele pode passar para a história como um Catão.”
por Paulo Nogueira (DCM )
Chega a mim um artigo de JR Guzzo publicado na última Veja.
Guzzo, essencialmente, diz que este é o governo mais incompetente da história do Brasil. Ou um dos mais.
Um introito.
Guzzo é um dos maiores jornalistas do Brasil. A Veja teve dois grandes diretores, que a fizeram ser o que foi nos dias de ouro da revista: Mino Carta, na década de 70, e Guzzo, na seguinte.
Depois, veio o dilúvio.
Extraordinariamente capazes e carismáticos, tinham em comum a arte de distinguir a capa da matéria secundária e a capacidade de montar equipes que se orgulhavam de trabalhar numa revista que parecia melhor do que qualquer coisa que se fazia no jornalismo nacional.
A maior diferença entre eles residia na maneira de ver o mundo, Mino mais à esquerda e Guzzo mais à direita. Guzzo, por isso, tinha mais afinidade ideológica com o dono da Abril, Roberto Civita.
Isso contribuiu para que Guzzo, que substituiu Mino numa saída traumática, tivesse na Veja uma vida bem mais calma do que seu antecessor, pelo menos no que diz respeito às relações com RC.
Tenho por Guzzo uma mistura eterna de admiração e gratidão. Trabalhamos bem perto na Exame, ele como diretor geral, eu como diretor de redação.
Nunca tive um chefe tão capaz, e nem tão fácil de trabalhar. Como executivo, Guzzo tinha a virtude rara do bom senso, e nunca competiu com seus subordinados em torno de conquistas – que foram muitas naqueles dias na Exame.
Assumia também a responsabilidade pelos problemas. Quando alguma reportagem dava problemas, ele tomava a si a conta.
Demos, por exemplo, uma capa com um portal que competia em meados dos anos 90 com o UOL, do qual a Abril era então sócia. Foi uma decisão minha. A casa não gostou. Guzzo disse que era dele a responsabilidade.
Nunca vi chefes que fizessem isso. Nisto, e não só nisso, Guzzo foi para mim um inspirador.
Não bastasse tudo, Guzzo é uma das melhores companhias que você pode ter numa mesa de bar ou num restaurante: inteligência notável, ótimas histórias etc.
Tudo isso posto, discordo amplamente – e democraticamente — do que Guzzo escreveu na coluna que circula pela internet.
Onde está a fragilidade de seus argumentos para criticar tão asperamente Dilma?
No fato de sustentá-los no “noticiário”. Como as empresas jornalísticas escolhem o que dar e o que não dar, e como elas detestam Dilma e o PT, a predileção por escândalos e más notícias cria uma realidade manipulada do Brasil.
É mais ou menos o que ocorreu nos meses que antecederam a queda de João Goulart.
Um presidente com ampla popularidade – uma pesquisa Ibope jamais publicada mostrava que Jango era o grande favorito para as eleições presidenciais de 65 – era apresentado como um homem rejeitado por toda a sociedade.
Medidas de Jango como o 13.o salário eram classificadas como uma “calamidade”, como colocou o Globo em sua primeira página.
O que era “noticiado” era o que os donos das empresas jornalísticas queriam que chegasse às pessoas. Tudo era negativo.
No oposto, na ditadura, a “realidade” que a Globo mostrava era altamente falsa. Más notícias eram subtraídas a seu público. A Globo mostrava um Brasil falsamente harmonioso, em que não havia violência, não havia miséria, não havia desigualdade galopante, não havia corrupção.
Boa parte da nostalgia da ditadura alimentada por inocentes úteis deriva exatamente do paraíso de mentira que a Globo, fortemente ajudada pela ditadura, impunha aos brasileiros. Numa época em que não havia o contraponto da internet, era uma lavagem cerebral poderosíssima.
Quando comecei a pesquisar o Mensalão, lembro do elogiado pronunciamento de um juiz em que ele citava o “noticiário” para dizer que nunca houvera tanta corrupção.
Entendamos. Se a mídia ignora, por exemplo, que FHC se valeu de votos comprados para conseguir a emenda da reeleição, ele pode passar para a história como um Catão.
Aquele juiz era com certeza um leitor da Veja, submetido, portanto, a uma bateria incessante de “escândalos” como o da conta no exterior de Lula que a revista publicou com a cândida e histórica confissão de que não conseguira provar nada. (Sabe-se hoje que era um trôpego dossiê montado por um banqueiro sem nenhuma credibilidade.)
Considere o caso Petrobras, agora. A manipulação da mídia não se detém sequer diante de fatos concretos. A refinaria não custou 42 milhões de dólares para o comprador anterior, e nem a Petrobras pagou 1 bilhão, mas são os números que continuam a circular.
No caso específico da Veja, sequer o depoimento do presidente da Abril, Fabio Barbosa, membro do Conselho Editorial da Petrobras na época do negócio, deteve a fúria assassina da revista.
Guzzo é um mestre a quem devo muito.
Mas basear sua catilinária contra Dilma no noticiário é um erro.
Se Serra estivesse no poder, certamente o noticiário seria altamente positivo sem que isso significasse nada.
Que aconteceu com São Paulo sob Serra? Menos favelas? Menos crimes? Menor desigualdade? Menos corrupção?
E sob Kassab, invenção de Serra que a Vejinha colocou na capa às vésperas das eleições municipais dizendo que os paulistanos eram muito duros no julgamento dele?
Este o erro fundamental de Guzzo, meu professor: se fiar num “noticiário”, que é tão viciado quanto poderia ser.
Uma avaliação objetiva de Dilma, para usar uma expressão que ouvi muitas vezes de Guzzo, só pode ser feita no “hard way”: pesquisando com rigor, confrontando com serenidade e depois tirando conclusões.

Pré-candidatura de Edinho Lobão ao governo será apresentada na nestaa quarta-feira

O senador Lobão Filho (PMDB) diz esperar lideranças de todo estado para apoiar o lançamento da sua pré-candidatura na nesta quarta-feira (23). O peemedebista está otimista com o público que irá prestigiar o evento e classificou como “ato cívico” o lançamento. “Eu estou otimista, iremos fazer um verdadeiro ato cívico para lançarmos a nossa candidatura. Esperamos companheiros de todo o estado”, afirmou o senador.
Lobão Filho declarou também que essa será uma forma de mostrar aos maranhenses uma nova proposta para a campanha em 2014. Ele disse também que essas pessoas a partir de agora irão conhecer uma política diferente da praticada por seus adversários. O senador declarou que lamenta muito a “política rasteira” que vem sido praticada pelos opositores ao grupo governista.
O peemedebista disse que o lançamento reunirá o maior número de representantes de todos os municípios do Maranhão, entre prefeitos, vereadores, lideranças e correligionários. “Estamos com a expectativa de reunir prefeitos, vereadores, lideranças, nossos correligionários, na intenção de representar toda essa força, agregando sempre”, disse.
Vaga no Senado
Sobre o possível lançamento concomitante da pré-candidatura do grupo governista ao Senado, Lobão Filho adiantou que não haverá nenhum anúncio oficial na próxima quarta-feira. Ele informou que essa discussão será iniciada após o lançamento da sua pré-candidatura. O senador disse ainda que o grupo hoje trabalha com dois nomes fortes para a indicação, o do ex-ministro do Turismo, Gastão Vieira e do presidente da Assembleia, Arnaldo Melo, ambos do PMDB.
O senador garantiu que os partidos entendem que a discussão sobre a indicação para concorrer ao Senado irá girar em torno desses dois possíveis pré-candidatos. “Hoje nós temos dois pré-candidatos ao senado. O ex-ministro Gastão Vieira, que possui toda a sua base formada e por isso tem condições reais na disputa e também o presidente da Assembleia que, por ter o apoio de quase todos os deputados estaduais, tem apoio também em quase todo o Maranhão, porque os deputados irão fazer essa ligação com os prefeitos”, declarou.
Sobre a reação do PTB em querer disputar a indicação, Lobão Filho afirmou que esse sentimento está sendo deixado de lado. “O PTB está recuando nessa discussão porque creio que agora o partido está mais preocupado em disputar e garantir o seu espaço na Câmara dos Deputados”, revelou o senador. Imparcial / Glaucione Pedrozo

sábado, 19 de abril de 2014

Eleições 2014: disputa do PSDB será pela vaga de vice

Apesar de tentativa de ensaiar discussão de vaga pelo Senado, tucanos desejam a vaga de vice-governador. Roberto Rocha já está garantido como postulante a vaga no Congresso pela oposição
POR GLAUCIONE PEDROZO (O IMPARCIAL)
Já descartada a aliança do PSDB com o PMDB, já que o PCdoB está cada vez mais próximo dos tucanos, principalmente por acontecimento dos últimos dias. Flávio Dino (PCdoB) esteve reunido com Aécio Neves (PSDB) e Lobão Filho (PMDB) teve um encontro com o ex-presidente Lula (PT). Toda essa movimentação deixou uma das figuras emblemáticas no maranhão, o ex-prefeito de São Luís, João Castelo, em uma situação delicada dentro do grupo oposicionista.
A sua filha, a deputada Gardênia Castelo (PSDB), afirmou que ele tem sido pressionado por suas lideranças para concorrer ao Senado e não mais como deputado federal, como tinha anunciado. “Inclusive o Castelo já disse ao partido que tem recebido telefonemas e visitas do Maranhão inteiro clamando que ele seja candidato ao Senado, ele está pensando sim no Senado”, revelou a deputada. No entanto João Castelo, que foi um dos maiores opositores a Flávio Dino nas últimas campanhas, não deve ter força para conseguir essa articulação, uma vez que Roberto Rocha (PSB) já foi anunciado como nome de consenso no mês passado.
Sobre a questão da aliança com o PCdoB, Gardênia Castelo afirmou que o ex-prefeito não trabalha com hipóteses e que irá esperar que as coisas se concretizem para que Castelo possa se posicionar. A deputada declarou ainda que as condicionantes para concretização de uma aliança são a garantia de palanque para o senador Aécio Neves e a garantia de espaço na chapa majoritária.
O pré-candidato ao senado, aclamado pelos partidos do campo de oposição, Roberto Rocha (PSB), afirma que é certo que o PSDB tem reivindicado espaço na chapa majoritária, mas que até agora mantém a reivindicação sobre o espaço da pré-candidatura a vice.
Roberto Rocha afirmou também que os únicos espaços que se encontram ainda em discussão são a de vice-governador e as duas vagas para disputar suplência. Sobre a vontade de João Castelo em disputar o senado, Roberto Rocha garantiu que essa já é uma discussão superada entre os partidos de oposição. “Não que o PSDB não tenha tamanho para discutir o Senado ou o Governo, mas isto é matéria já vencida nos partidos já aliados”, disse.
Rocha ressaltou que o ex-prefeito Castelo tem envergadura suficiente para disputar qualquer vaga. “O Castelo tem estatura para ser candidato ao Senado e ao Governo, até porque ele já foi senador e governador”, finalizou.
Os próprios representantes do PSDB, participantes da reunião entre Flávio Dino e Aécio Neves confirmaram que a discussão era sobre a vaga de vice-governador. Neto Evangelista inclusive chegou a anunciar que o deputado federal Carlos Brandão, “largava” na frente para receber a indicação.
Dentro da oposição, suspeita-se que o PDT é que estaria incentivando o ex-prefeito João Castelo a voltar a discutir este espaço, uma vez que a vaga de vice-governador prometida aos pedetistas, estaria seriamente arriscada.

Espalham no MA que Lobão Filho já empatou com Flávio Dino

No TRE não existe nenhum registro da pesquisa


Disputa pelo Governo do Maranhão
Disputa pelo Governo do Maranhão
O Tribunal Regional Eleitoral deve ficar mais atento para algumas estratégias de pré-candidatos que se utilizam das redes sociais para divulgar pesquisas falsas.
Uma informação sem pé e nem cabeça que saiu na coluna do jornalista Cláudio Humberto indicando que já existe quase um empate técnico entre Flávio Dino e Lobão Filho, vem sendo espalhada nos quatro cantos do Maranhão, através de impressos, blogs e emissoras de rádios.
Primeiro que os números divulgados por Humberto não traduzem a realidade do cenário atual da disputa. Segundo, ele conta que os índices são resultados de uma pesquisa interna do PMDB. Pode ser. Só se a pesquisa foi feita só entre os peemedebistas.
Como não existe nenhum registro no TRE da referida pesquisa, a sua divulgação é passiva de multas ao colunista, blogs e rádios.
Mas o que espanta mesmo são os números. Uma guinada fenomenal. Como se na corrida Lobão Filho incorporasse um queniano e ameaçasse em menos de duas semana a posição de liderança de Flávio Dino na corrida sucessória.
A disputa, de fato, ainda não começou e é até provável que o senador melhore sua performance nos próximos dias ou meses. Mas se for pra ganhar no gogó, não demora muito vão espalhar que Dino desistiu diante dos 110% que Lobão adquiriu nas pesquisas.

Conheça os preceitos da antroposofia

Estimulando criatividade, alimentação saudável, amor à natureza e equilíbrio espiritual, a antroposofia está mostrando que é possível viver melhor e mais feliz, como nos velhos bons tempos
A antroposofia é uma ciência humanista em expansão Foto: Marcos Muzi
Reportagem: Aline Salve – Edição: Amanda Zacarkim (Vida Simples)
A antroposofia está fascinando muitos brasileiros. Pelo menos 700 médicos utilizam-se de seus princípios, recorrendo a chás e outras receitas caseiras e evitando o excesso de medicamentos. E já há 13 escolas, disputadíssimas, nas quais as crianças aprendem primeiro a viver a vida, envolvidas em atividades realmente infantis, em vez de serem preparadas para o mercado de trabalho. Existe também um grande laboratório (Weleda), que fabrica remédios, chás e cosméticos naturais, uma editora (Antroposófica), com dezenas de títulos publicados, e até o luxo de uma rede de produtores agrícolas biodinâmicos, que fornece queijos, iogurtes, pães, verduras e frutas de qualidade.
Criada no começo do século XX pelo filósofo austríaco Rudolf Steiner (1861-1925), essa ciência humanista vem sendo aplicada em áreas tão diversas como medicina, educação, agricultura, economia, farmacologia, teatro e artes plásticas, organização social e espiritualidade. Ao pé da letra, trata do conhecimento (sofia, no grego) sobre o ser humano (antropos).
A antroposofia acredita que é preciso desenvolver o homem integralmente, considerando sua alimentação, moradia, relacionamentos sociais e econômicos, bem como sua formação intelectual e sua espiritualidade. Um rio de obviedades, com as quais a maioria de nós concorda perfeitamente. A diferença é que os seguidores da antroposofia não apenas concordam como agem de acordo, na contracorrente, mostrando que é possível compor e manter uma sociedade alternativa mesmo dentro das grandes cidades.
Uma pedagogia que respeita a alma
Aos nove anos, os alunos plantam trigo, colhem, moem a farinha, preparam o pão em forninhos de barro que eles próprios fizeram. Assim, aprendem uma das lições do tema “de onde as coisas vêm”, que compõe o conteúdo nesse período. Quando aprendem a escrever, fazem o caminho do calígrafo – experimentam o lápis, a pena de ganso, a caneta tinteiro. As aulas de História falam também de lendas e mitos – como o de Atlântida, o continente que foi engolido pelas águas, citado por Platão. O violino, um dos instrumentos mais usados nas classes, estimula a área ao redor do peito – assim, as cordas fazem vibrar o coração, o que promove o despertar das emoções. “Tudo é pensado para acompanhar o desenvolvimento anímico, energético e espiritual”, explica Celina Targa, professora da Escola Waldorf Micael, em São Paulo. A escola antroposófica não é feita para pais ansiosos (a alfabetização, por exemplo, só acontece no ano em que a criança completa sete anos).Os pais são convidados a participar, e muito, de todas as atividades. “Pode até se dizer que eles se matriculam junto com o filho”, diz Celina.
Espiritualidade na plantação
Outro ramo importante da antroposofia é a agricultura biodinâmica, que, além de ser orgânica (não utiliza adubos, aditivos ou inseticidas químicos), também respeita o caráter energético e vital dos alimentos. A plantação recebe diferentes “preparados”. Há fórmulas de inspiração homeopática com base em substâncias naturais como cristal ou esterco, às quais se atribui o poder de concentrar energias. Os insetos podem ser combatidos com o cultivo de vegetais que os afugentam ou, de novo, com preparados energéticos. Os ciclos e influências planetárias também são considerados. Para completar, é comum o agricultor antroposófico ser alguém que se exercita nas artes, que faz teatro e medita. Ele é o que se pode chamar de um homem integral, tal qual sua plantação.
Um dos pioneiros dessa história é o gaúcho Paulo Cabrera, que administra a Estância Demétria e o Sítio Bahia, áreas de agricultura e criação biodinâmicas em Botucatu (a presença da antroposofia nessa cidade é marcante). Assim como quase todos os professores e agricultores Waldorf, ele se especializou na Europa – no caso, o prestigiado curso de Agricultura do Emerson College, na Inglaterra. Cabrera produz vários tipos de laticínios, pães, geléias e mel. “O mais importante é que conseguimos preservar os princípios antroposóficos na maneira de ser. Montamos peças de teatro no Natal, Páscoa e Pentecostes. E temos aulas de euritmia, que trabalha a parte emocional”, conta ele. “O sentido mais profundo do nosso trabalho é desenvolver a consciência e a espiritualidade”.
Apesar de muitos princípios e crenças, a antroposofia não é dogmática, não exige comprometimento total com suas cartilhas. Também não é seita, nem clube de associados, o que a torna simpática aos novos seguidores. Ao que parece, o conhecimento deixado por Rudolf Steiner está se consolidando naturalmente porque é uma fonte de soluções de bom senso para todos que percebem as relações entre o Homem, o planeta e o divino. E tem mesmo muito a ver com nossas avós. A antroposofia recupera o lado feminino, é o lado do amor, da proteção, do cuidado.
ONDE ENCONTRAR ANTROPOSOFIA
LIVRO
Noções Básicas de Antroposofia e Pedagogia Waldorf, de Rudolf Lanz, ambos da Editora Antroposófica
ESCOLA
Waldorf Micael, São Paulo, recebe pais interessados em conhecer o local e os métodos de ensino: (11) 3782-4892. A Waldorf Rudolf Steiner, também em São Paulo, é pioneira da pedagogia antroposófica: (11) 5523-6655
SITE
Boas informações podem ser obtidas no site www.sab.org

Eleições 2014: Aliança de Dino com PSDB abre disputa pelo Senado na oposição

por Ronaldo Rocha
Da editoria de Política de O Estado do MA (Com comentário do blog ao final).
A aliança política do pré-candidato ao Governo do Estado pela oposição, Flávio Dino (PCdoB), com o PSDB do presidenciável Aécio Neves, pode abrir nova crise política no grupo do comunista por causa da vaga ao Senado. Isso porque os tucanos estão dispostos a lançar a pré-candidatura do ex-governador João Castelo (PSDB) ao Legislativo, sem necessariamente intervir no processo já iniciado de pré-candidatura do vice-prefeito de São Luís, Roberto Rocha (PSB).
O problema, no entanto, é que a movimentação do PSDB fatalmente resultará na divisão de votos da oposição para o posto, o que não é bom para o projeto do socialista.
Roberto Rocha figurava até o momento como o candidato único da oposição ao Senado, e até então teria pela frente como concorrente apenas o candidato do grupo governista, ainda não definido. Mas, com a adesão de Flávio ao PSDB, o cenário muda, justamente pela possibilidade aberta pela legislação eleitoral de registro de mais de uma candidatura ao Senado por uma mesma coligação [ao governo].
Mais
Nos bastidores, é corrente a informação de que é o ex-governador José Reinaldo Tavares (PSB) um dos estimuladores da candidatura de Castelo ao Senado. Tavares foi secretário de Governo do tucano e chegou a disputar internamente o espaço para a disputa no Senado com Roberto Rocha. Como não venceu a queda de braço contra Rocha, agora articula a candidatura de Castelo.
Nota do blog: em conversa com o Blog do Robert Lobato, Quinta (17), Roberto Rocha disse que não há uma garantia legal sobre a possibilidade ou não uma coligação lançar dois candidatos ao senador quando apenas uma vaga para o cargo está em disputa.
Para o socialista, quando as coligações são oficializadas nas convenções passam a ser consideradas um “partido”.“Há uma dúvida jurídica quanto a possibilidade de uma coligação lançar dos nomes para senador em casos onde apenas uma vaga estar em disputa. Quando as convenções oficializam as alianças, estas passam a funcionar como um ‘partido’, daí não poder haver dois candidato do mesmo ‘partido’ para o Senado”, sustentou.
Na oposição dinista tem gente estimulando a candidatura de João Castelo ao Senado Federal, seria a forma de “jogar areia” nos planos de Roberto Rocha se eleger senador da República.

Brandão promove cerca de 600 policiais e bombeiros e chega a mais de 10 mil promoções

Crédito: militarescapa Cerca de 600 militares da Polícia Militar e do Corpo de Bombeiros do Maranhão ganharam oficialmente novas patentes. A...