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terça-feira, 5 de maio de 2026

Eleitor tem até quarta (6) para tirar título e votar em outubro





Eleitores que desejam votar nas eleições de outubro têm até o dia 6 de maio para regularizar pendências na Justiça Eleitoral. Após essa data, o cadastro será fechado e não será mais possível fazer alterações.

O prazo vale para quem precisa tirar o primeiro título, transferir domicílio eleitoral, atualizar dados ou cadastrar biometria. Parte dos serviços pode ser feita on-line, pelo site do Tribunal Superior Eleitoral, onde também é possível acompanhar o andamento das solicitações.

Casos como coleta biométrica e emissão do primeiro título exigem atendimento presencial nos cartórios eleitorais.

Quem teve o título cancelado — por ausência em três eleições consecutivas sem justificativa — também deve regularizar a situação dentro do prazo. A irregularidade pode impedir o cidadão de votar e gerar restrições, como dificuldades para emitir documentos, se matricular em instituições públicas ou assumir cargos após aprovação em concurso.

O primeiro turno das eleições ocorre em 4 de outubro, com possível segundo turno no dia 25. A participação é obrigatória para pessoas entre 18 e 70 anos e facultativa para jovens de 16 e 17 anos e maiores de 70.

Inteligência artificial pode ajudar no treino de redação para vestibular; saiba dicas e cuidados




                             Foto: Bruno Peres / Agência Brasil



Com a popularização da inteligência artificial, os estudantes buscam maneiras práticas de aliar as plataformas à rotina de estudos para os vestibulares e para o Enem. A presença dessas tecnologias também já entrou no modo como os candidatos encaram o planejamento e a escrita de uma redação.

O uso correto das IAs garante o equilíbrio entre a facilidade digital e o esforço intelectual exigido no dia da prova, o que afasta o risco de dependência passiva da ferramenta.

"O uso da inteligência artificial precisa ser encarado da mesma forma que se aprende a usar outras ferramentas ou oportunidades", explica Cláudio Hasen, professor e gerente pedagógico da plataforma Descomplica.

"IA de forma alguma pode escrever por você. Assim como quando um aluno cola na prova e não aprende nada do que colocou ali, por mais que a resposta esteja certa, pedir um texto pronto para a ferramenta é um erro idêntico", afirma Hasen.


A importância da escrita à mão no aprendizado


A facilidade da IA traz um ponto de atenção para o desempenho final do estudante. O candidato não deve abandonar a prática e o uso do lápis e do papel. O educador Sandro Bonás, CEO da Conexia Educação, empresa do Grupo SEB, compara o processo de aprendizado a um treino de alta intensidade.

"Já temos robôs humanoides, mas não os levamos à academia para fazer ginástica em nosso lugar. Se a IA fizer a redação, não é o seu cérebro que vai se desenvolver. O desenvolvimento cognitivo pressupõe estresse, desconforto e tensão", afirma Bonás.

Os especialistas ressaltam que o aluno não consolida o aprendizado caso peça à IA para escrever um parágrafo, por exemplo. Amanda Rassi, coordenadora pedagógica da plataforma Redação Nota 1000, também alerta para o risco do bloqueio criativo no instante em que o estudante se depara com a folha de prova.

"O aluno não vai aprender a escrever só lendo. Lendo você aprende a ler. Escrevendo você aprende a escrever", afirma a coordenadora, que defende a prática no formato físico.


O uso da IA é para preparação e na correção da redação.


A tecnologia ajuda a potencializar os estudos quando o estudante adota a ferramenta nas fases que antecedem e sucedem a escrita.

Na etapa de estruturação, por exemplo, o uso da IA ajuda o estudante a organizar as ideias principais ao solicitar repertórios socioculturais pertinentes, como referências históricas e recomendações de livros e filmes.

Após a conclusão da escrita manual, o estudante tem a chance de buscar ajustes de vocabulário, correção de erros gramaticais e de ortografia.

"Vamos supor que o tema seja violência e o aluno acabe repetindo muitas vezes essa palavra. Ele pode, depois do texto pronto, enviar o material para uma IA e pedir sugestões de sinônimos", explica Rassi.


A variação das notas e a busca por erros

Apesar dos benefícios na revisão textual, a coordenadora adverte sobre uma possível "ilusão" das notas que plataformas abertas, não específicas para essa correção, atribuem. Um estudo interno do Redação Nota 1000 submeteu um mesmo texto cinco vezes à mesma inteligência artificial, como o ChatGPT, e o resultado revelou uma variação aleatória na pontuação.

"Enviamos a mesma redação com o mesmo comando e repetimos esse processo cinco vezes. Há modelos de linguagem que variam a nota nas cinco tentativas. O ponto central é que não dá para confiar", alerta Rassi.

A especialista reforça que depender dessa avaliação pode gerar falsas expectativas aos estudantes. "Sempre é preciso ter um pé atrás, principalmente quando falamos de nota."

Para contornar essa limitação técnica, Cláudio Hasen propõe uma mudança de foco na hora de avaliar os resultados. "Mais importante do que a nota final é perceber um padrão. A nota pode mudar, mas o candidato perde pontos nos mesmos critérios. Isso é uma informação valiosíssima.".

A identificação de uma falha recorrente em uma competência gramatical, por exemplo, possibilita ao estudante direcionar os estudos exatamente para aquela deficiência.


O papel dos pais no processo de estudo com a IA

O equilíbrio na adoção dessa rotina digital de estudos também demanda uma participação familiar. Sandro Bonás afirma que a IA de acesso livre atua como "batata frita" para o cérebro, enquanto o estudo tradicional representaria o "brócolis".

O educador sugere um modelo de estudo em conjunto entre pais e filhos para diminuir os riscos. "A recomendação é a do uso compartilhado. Costumo dizer que o adulto funciona como um córtex pré-frontal auxiliar --enquanto o do aluno ainda não se formou totalmente--, ajudando a atuar como um freio para esse estudante."

Os especialistas reforçam os cuidados ao lembrar que as ferramentas reproduzem vieses e preconceitos, como os raciais, de gênero e de classe presentes na rede. "A IA também traz preconceitos embutidos na linguagem. Por isso, mais uma vez, é necessária a capacidade de raciocínio crítico sobre as informações que ele está recebendo", explica a coordenadora.

O educador compara o acesso irrestrito ao ambiente virtual com o abandono de uma criança em uma grande capital. "Eu estou liberando meu filho numa metrópole, numa cidade livre, sem um adulto por perto. Eu não faria isso no mundo físico, não vou fazer isso numa IA", afirma Bonás.

Governo lança campanha nacional pelo fim da escala de trabalho 6×1





O governo federal lançou nesse domingo (3) uma campanha nacional pelo fim da escala de trabalho 6×1 sem redução de salário. O objetivo da proposta é “garantir mais tempo para a vida além do trabalho, tempo com a família, para o lazer, para a cultura e para o descanso”.

Pelo menos 37 milhões de trabalhadores podem ser beneficiados com a redução.

“Para fins de comparação, a isenção do Imposto de Renda para quem ganha até R$ 5 mil/mês beneficiou cerca de 10 milhões de pessoas. A garantia do descanso ainda tem potencial impacto positivo sobre a economia, estando alinhada com uma visão moderna de desenvolvimento, que combina produtividade, bem-estar e inclusão social “, esclareceu a Secretaria de Comunicação Social (Secom).

A proposta do governo estabelece um novo limite de jornada em 40 horas semanais e mantém as oito horas diárias de trabalho (inclusive para trabalhadores em escalas especiais). Com isso, os trabalhadores terão assegurados dois dias de repouso semanal de 24 horas consecutivas, preferencialmente aos sábados e domingos.

O modelo de cinco dias de trabalho para dois dias de descanso poderá ser definido em negociação coletiva, respeitando as peculiaridades de cada atividade.

Campanha
Com o slogan “Mais tempo para viver. Sem perder salário. Porque tempo não é um benefício. É um direito.”, a campanha pelo fim da escala 6×1 será veiculada em canais de mídia digital, televisão, rádio, jornais, cinema e na imprensa internacional.

“A proposta é conscientizar empregados e empregadores que reduzir a escala é defender o convívio do trabalhador com sua família, é defender a família brasileira, é valorizar o trabalho, mas, também, a vida além do trabalho” apontou a Secom.

O governo defende que a mudança dialoga com transformações recentes na economia, como o avanço tecnológico e os ganhos de produtividade. “Jornadas mais equilibradas tendem a reduzir afastamentos, melhorar o desempenho e diminuir a rotatividade”, diz a Secom.

No dia 14 de abril, o governo federal encaminhou ao Congresso um projeto de lei alterando a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT). A proposta, que tramita com urgência constitucional, reduz o limite da jornada de trabalho de 44 para 40 horas semanais, garante dois dias de descanso remunerado e proíbe qualquer redução salarial.

Na prática, o texto coloca fim à escala 6×1.A iniciativa tramita em conjunto com outras propostas no Congresso Nacional, que criou uma comissão especial para analisar uma proposta de Emenda à Constituição sobre o tema.

O colegiado foi instalado na quarta-feira (29). A comissão vai analisar a proposta de Emenda à Constituição (PEC) 221/19 que trata do mesmo tema. O colegiado tem como presidente o deputado Alencar Santana (PT-SP). A relatoria caberá ao deputado Leo Prates (Republicanos-BA).

Comissão
Composta por 38 membros titulares e de igual número de suplentes, a comissão terá o prazo de até 40 sessões para proferir seu parecer. A partir de amanhã, tem início o prazo para a apresentação das emendas, que é de 10 sessões.

Santana afirmou que o tempo para a análise da proposta é apertado e que o colegiado deverá realizar, inicialmente duas reuniões semanais, às terças e quartas-feiras para debater a matéria.

O colegiado analisará duas propostas de redução na jornada de trabalho. A primeira, de autoria do deputado Reginaldo Lopes (PT-MG) reduz a jornada de trabalho de 44 horas para 36 horas semanais. A transição se daria ao longo de dez anos.

A outra proposta apensada (PEC 8/25), da deputada Erika Hilton (Psol-SP), prevê uma escala de quatro dias de trabalho por semana, com limite de 36 horas no período.

Na prática, as PECs acabam com a escala de seis dias de trabalho por um de descanso (6×1). Se aprovados na comissão especial irão depois para votação no plenário.

Com informações da Agência Brasil

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