A Petrobras segue dominando a pauta da imprensa nacional. Destaque ainda para a questão da reforma política. Confira.
O Globo destaca na capa que “Petrobras adia mais de R$ 11 bi em licitações previstas para este semestre. Construção de plataformas para o pré-sal e obras envolvendo refinarias e unidade de fertilizantes foram reprogramados”. Em outra manchete conta que “MP cobra R$ 4,47 bi por desvios”.
No Estadão, “MPF cobra R$ 4,5 bi de empreiteiras por desvios na Petrobras”.
Folha de SP diz que “Procuradoria cobra R$ 4,5 bi de 6 empresas da Lava Jato”.
Folha de SP publica, ainda, que “um grupo de acadêmicos, intelectuais, políticos e juristas teme que o escândalo na Petrobras seja usado para liberar a exploração do pré-sal às empresas estrangeiras.
A visão é explicada em manifesto assinado por 48 pessoas e divulgado nesta sexta.
Entre os signatários da carta estão o teólogo Leonardo Boff, a filósofa Marilena Chaui, o ex-presidente do PSB Roberto Amaral, o ex-presidente do STF (Supremo Tribunal Federal) Sepúlveda Pertence e a economista Maria da Conceição Tavares”.
Correio Braziliense publica “MPF cobra R$ 4,4 bi de envolvidos na Lava Jato”.
GOVERNOS SOCIALISTAS
Sob o título “Governadores esperam Dilma”, Diário de Pernambuco conta que “depois de reeditar o Fórum de Governadores do Nordeste, os gestores aguardam agora uma resposta do Palácio do Planalto sobre a possibilidade de um encontro do grupo com a presidente Dilma Rousseff (PT). O contato foi feito na semana antes do carnaval pelo governador da Paraíba, Ricardo Coutinho (PSB), coordenador do fórum. O retorno da assessoria da petista deverá acontecer na próxima segunda-feira.
De acordo com o governador de Pernambuco, Paulo Câmara (PSB), constam da pauta da reunião questões relacionadas a estiagem, financiamento para saúde e liberação de recursos para investimentos nos estados. “São temas que interessam a toda a região”, comentou o socialista”.
Já a coluna Fogo Cruzado da Folha de PE publica nota onde conta que “passada a eleição de 2014, todo mundo conversa com todo mundo visando ao enfrentamento da crise política, que é grave, e à montagem dos palanques de 2016. Tomando-se apenas o caso de Pernambuco, o governador Paulo Câmara já foi ao encontro do ex-presidente Lula, em São Paulo e abriu as portas do seu gabinete para receber os prefeitos Elias Gomes (Jaboatão) e Júlio Lossio (Petrolina), além do deputado Raul Jungmann. Gomes fez críticas recentes ao Governo do Estado por não dar a atenção devida à insegurança em seu município, Lossio apoiou Armando Monteiro para o governo estadual e Jungmann foi opositor ferrenho do prefeito Geraldo Júlio até ser premiado pelo PSB com uma cadeira na Câmara Federal. E para que não se pense que tudo isto é pouco, Câmara já recompôs suas relações com o senador Fernando Bezerra, que ensaiou um distanciamento do governo por não ter conseguido emplacar nenhum dos 22 secretários estaduais.
Paulo Câmara já recompôs suas relações com o senador Fernando Bezerra Coelho após um breve período de distanciamento Consulta à Justiça Eleitoral”.
REFORMA POLÍTICA
O Globo traz matéria onde conta que “o programa partidário do PMDB ainda nem foi ao ar e já provoca mais atritos na relação com a presidente Dilma Rousseff. Programado para ser divulgado dia 26, ele está sendo anunciado desde anteontem em inserções de 30 segundos na TV aberta. “Dia 26, às 20h30, em rede nacional, você vai saber o que o PMDB tem a dizer ao Brasil”, diz a última frase das vinhetas, em que aparecem os seis ministros do partido, os presidentes, do Senado, Renan Calheiros, e dá Câmara, Eduardo Cunha, e o vice-presidente Michel Temer.
Segundo o publicitário Elcinho Mouco, responsável pela direção e produção, o conceito do programa, intitulado “O Brasil é a nossa escolha”, é mostrar que o PMDB estará sempre do lado da sociedade.
- É um programa partidário, não é um programa governista. Somos um partido dos oito que integram o governo, e temos seis dos 39 ministérios. O PMDB tem compromisso com o povo brasileiro – disse Mouco, revelando que não há no programa menção ao PT ou à presidente Dilma Rousseff”.
Na Carta Capital, “passado o carnaval, a reforma política retorna à pauta na Câmara dos Deputados. A comissão especial dedicada ao tema marcou para a terça-feira 24 a primeira reunião do colegiado. O cenário não poderia ser, porém, mais adverso à formação de consensos. No mesmo período, a Procuradoria-Geral da República promete divulgar a lista de políticos denunciados ou alvos de investigação na Operação Lava Jato, que apura a corrupção na Petrobras e outras empresas. Fragilizado pelo escândalo e pelos resultados medíocres da economia, o governo federal tenta recompor sua base de apoio após a rebelião que resultou na eleição do peemedebista Eduardo Cunha, líder de fato da oposição, para a presidência da Câmara”.
E sob o título “O PMDB REINA NO BRASIL”, IstoÉ publica editorial onde destaca que “pelos projetos em andamento, pelo monopólio da pauta política, pelas deliberações de cargos nas principais comissões e nos órgãos públicos, quem vem mandando muito no Brasil é o PMDB. E o deputado Eduardo Cunha está, indiscutivelmente, no controle, com demonstrações diárias de sua força. De uma só sentada nos últimos dias ele aprovou o orçamento impositivo, colocou a reforma política nas mãos da oposição (com o DEM no comando) e convocou, de quebra, os 39 ministros para dar explicações. Inclusive com ameaça: quem não for poderá ser intimado a comparecer mesmo a contragosto”.
OUTROS ASSUNTOS
Coluna do jornalista Felipe Patury, publicada na revista Época, conta que “o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva recebeu uma enxurrada de pedidos para convencer a senadora Marta Suplicy (SP) a ficar no PT. Lula prometeu tentar, mas onde Marta foi parar? Ela deu “um perdido” nos petistas. Na véspera do Carnaval, Marta reafirmou sua disposição de sair do PT a dirigentes do Solidariedade. Tanto esse partido quanto o PSB a querem como candidata a prefeita de São Paulo. Aos mais próximos, Marta disse que precisa de tempo para amadurecer sua decisão e medir as forças de sua eventual candidatura. Março é o prazo para sua definição”.
Correio Braziliense destaca que Justiça manda bloquear bens do ex-governador do Distrito Federal, Agnello Queiroz. Diz o noticioso que “a Justiça tomou indisponíveis bens do ex-governador e de mais quatro pessoas. A medida é para ressarcir os cofres públicos de possíveis prejuízos de até R$ 37,2 milhões referentes a contrato para a realização de etapa da Fórmula Indy em Brasilia”.
Assunto também é noticiado pela Folha de SP. Jornal conta que “ao todo, a Justiça tenta bloquear até R$ 37,2 milhões, dividido entre os cinco suspeitos. De acordo com o Ministério Público, os contratos firmados foram ilegais, antieconômicos e imorais. Os promotores pedem a suspensão dos direitos políticos de Agnelo por cinco anos.
Não está claro quanto dinheiro já foi gasto no evento, cancelado pelo atual governador, Rodrigo Rollemberg (PSB). Segundo o Ministério Público, ao menos R$ 17,5 milhões teriam sido pagos à emissora que transmitiria o evento”.
O Correio Braziliense destaca, ainda, que “Rollemberg corta cargo, mas aumenta os gastos”. Diz a matéria que “Rollemberg diminui cargos em comissão em relação ao governo anterior, mas aumenta teto de despesas com pessoal de confiança. Segundo a gestão atual, a comparação deve ser feita em relação a setembro, quando o quadro no GDF era maior”.
Coluna Brasília-DF, do Correio Braziliense, publica frase do vice-presidente do PSB, Beto Albuquerque: “Se alguém do PSB está vendendo o partido como futuro integrante da base governista, pode se preparar para não entregar a mercadoria”.