Intitulado “Ninguém se opõe a um salvador”, o petista chama atenção para o que seria a ausência de uma oposição a Flávio Dino não somente no campo da política, mas também na imprensa, incluindo, claro, a blogosfera.
“Parece que ninguém se dispõe a exercer o saudável papel de oposição ao novo governo que se instalou no Maranhão. E não se trata de dar os 100 dias de prazo. É que ninguém quer se opor a um governador eleito com tão expressiva votação e com a imagem de salvador da pátria”, diz trecho do artigo.
Eduardo Braga é uma das grandes promessas da nova geração que surge no horizonte petista. É um ainda um dos quadros qualificados da corrente Construindo um Novo Brasil (CNB).
Fiquem com a íntegra da equilibrada e necessária provocação do vereador Eduardo Braga:
Ninguém se opõe a um salvador
Parece que ninguém se dispõe a exercer o saudável papel de oposição ao novo governo que se instalou no Maranhão.
E não se trata de dar os 100 dias de prazo. É que ninguém quer se opor a um governador eleito com tão expressiva votação e com a imagem de salvador da pátria, o “homem que derrotou o última oligarquia e tal”. Um de seus blogueiros já chegou a anunciar que “O novo governador conseguiu se tornar uma unanimidade”, sem lembrar que, em geral, toda unanimidade é burra e, na política, é nociva à sociedade.
Flávio Dino tem tudo para ser um excelente governador. Talvez supere José Sarney (1966-1970) e seja o melhor de todos os tempos. Pegou a máquina organizada, com dinheiro em caixa, tem o apoio da presidente mesmo não tendo a apoiado nem ido a sua posse, tem forte apoio político e social, seus maiores adversários ficaram sem mandato e/ou estão deixando a política, nem os deputados do PMDB demonstram disposição para fazer oposição e, mais importante, é um quadro preparadíssimo para missão. Aprovado em 1° lugar em concurso para juiz federal, deputado federal de grande destaque no único mandato que teve, chega ao Palácio dos Leões podem pensar no Palácio do Planalto, quem sabe?, mas para o sucesso do seu governo é melhor diminuir a quantidade de bravatas.
Assim como a campanha, o governo começa cheio delas. Seu primeiro decreto visa vender uma das residências oficiais do governo como se esse fosse um problema estrutural que resolverá os dramas do estado. Não é.
Outra decisão do primeiro momento foi a necessária convocação de 1.000 mil policiais, mas logo depois de dizer que iria assumir o governo às cegas, que não houve a devida transição, que só no final de janeiro saberia da real situação financeira do estado. Como contratar mil policiais sem saber se a situação financeira do estado suporta o aumento da folha de pagamento? Não creio que o governador faria isso. Essa decisão é sintoma de que a transição foi feita, que Flávio sabe o quão organizada está a máquina do estado, mas não deixa de fazer oposição ao governo que já acabou.
Flávio gerou uma grande expectativa na população maranhense e não terá mais a oligarquia para culpar por possíveis infortúnios.
Se ficar olhando para o retrovisor, colocando a culpa no governo passado ou permitir revanchismos contra seus ex-aliados, as bravatas só aumentarão e ele pode acabar desperdiçando a extraordinária oportunidade histórica que tem em mãos.
Espero que percebam nas críticas meu mais sincero desejo de muita boa sorte ao governador de todos nós.