Inadimplência, suspensão de investimentos e demissões começam a afetar as companhias atingidas pela operação que investiga a suspeita de desvio de recursos em contratos
por Cadu Caldas e Humberto Trezzi (Zero Hora)
Entre as ofertas, estavam as três arenas multiuso erguidas pela empresa no país: a do Grêmio, a Fonte Nova (em Salvador) e das Dunas (em Natal). Avaliados no conjunto em R$ 1,8 bilhão, esses modernos estádios ofereciam, segundo um dos estudos apreendidos, “ativos de alta qualidade, base contratual sólida, fluxo de caixa recorrente, benefícios e oportunidades aos bancos e grande clientela em potencial nos torcedores”.
O material é ricamente ilustrado em fotos coloridas e ponteado de cifrões. Menos de um ano após a elaboração do documento de modelagem da OAS, os estádios saíram do papel, mas o sonho dourado da construtora virou um problemão. Cinco dirigentes da empreiteira foram parar na cadeia por força da Operação Lava-Jato, na qual a Polícia Federal (PF) busca punir corrupção entre empreiteiros e Petrobras. Entre eles, José Aldemário, conhecido como Leo Pinheiro. No início do mês, a OAS deixou de pagar US$ 16 milhões (R$ 43,2 milhões) em juros de títulos, e mais de R$ 100 milhões de uma parcela de sua dívida.
Há um prazo de carência antes de a companhia ser declarada oficialmente em calote, mas agências internacionais de avaliação de risco rebaixaram sua nota de crédito como se já tivesse desonrado o compromisso.
Jatos executivos da OAS estão à venda
Um advogado especialista nesse tipo de contrato explica que o não pagamento de juro pode tornar a dívida de longo prazo em débito imediato, graças a uma cláusula restritiva bastante comum em empréstimos no Exterior, que serve para proteger os interesses do credor.
A quebra de cláusulas contratuais pode ocorrer por diversas razões, que vão desde o não pagamento de alguma parcela da conta ou rebaixamento de nota de risco – ambos ocorreram com a OAS.
No meio futebolístico, é dado como certo que a OAS fará oferta irrecusável a clubes e governos para quitarem as arenas – ou viabilizarem parcerias empresariais que consigam reforçar o caixa da empreiteira mergulhada em dívidas. A empresa colocou à venda os jatos usados por executivos e estaria estudando se desfazer da participação na Invepar, que é dona da concessão do aeroporto de Guarulhos e de negócios de saneamento.
Também é possível que haja aplicação da cláusula que permite a cobrança imediata de outros empréstimos, mesmo pagos em dia, se a empresa deixa de quitar alguma pendência. A dívida da OAS que vence em 2015 chega a R$ 1,5 bilhão. E outras companhias estão sob o risco Lava-Jato.
Dívidas somam R$ 500 bilhões
O material é ricamente ilustrado em fotos coloridas e ponteado de cifrões. Menos de um ano após a elaboração do documento de modelagem da OAS, os estádios saíram do papel, mas o sonho dourado da construtora virou um problemão. Cinco dirigentes da empreiteira foram parar na cadeia por força da Operação Lava-Jato, na qual a Polícia Federal (PF) busca punir corrupção entre empreiteiros e Petrobras. Entre eles, José Aldemário, conhecido como Leo Pinheiro. No início do mês, a OAS deixou de pagar US$ 16 milhões (R$ 43,2 milhões) em juros de títulos, e mais de R$ 100 milhões de uma parcela de sua dívida.
Há um prazo de carência antes de a companhia ser declarada oficialmente em calote, mas agências internacionais de avaliação de risco rebaixaram sua nota de crédito como se já tivesse desonrado o compromisso.
Jatos executivos da OAS estão à venda
Um advogado especialista nesse tipo de contrato explica que o não pagamento de juro pode tornar a dívida de longo prazo em débito imediato, graças a uma cláusula restritiva bastante comum em empréstimos no Exterior, que serve para proteger os interesses do credor.
A quebra de cláusulas contratuais pode ocorrer por diversas razões, que vão desde o não pagamento de alguma parcela da conta ou rebaixamento de nota de risco – ambos ocorreram com a OAS.
No meio futebolístico, é dado como certo que a OAS fará oferta irrecusável a clubes e governos para quitarem as arenas – ou viabilizarem parcerias empresariais que consigam reforçar o caixa da empreiteira mergulhada em dívidas. A empresa colocou à venda os jatos usados por executivos e estaria estudando se desfazer da participação na Invepar, que é dona da concessão do aeroporto de Guarulhos e de negócios de saneamento.
Também é possível que haja aplicação da cláusula que permite a cobrança imediata de outros empréstimos, mesmo pagos em dia, se a empresa deixa de quitar alguma pendência. A dívida da OAS que vence em 2015 chega a R$ 1,5 bilhão. E outras companhias estão sob o risco Lava-Jato.
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