
Dilma dando tchau e Marina com o V da Vitória
O PT avalia que, para se reeleger, a presidente Dilma Rousseff precisa melhorar o desempenho em São Paulo, o maior colégio eleitoral do país. Isso explica a movimentação do PT para mudar a campanha de Dilma no Estado.
A última pesquisa Datafolha para a sucessão presidencial indicou que Marina Silva, candidata do PSB, obteria 42% dos votos do Estado no primeiro turno, contra 23% de Dilma. O sinal de alerta foi aceso. São Paulo tem 22% dos 142 milhões de eleitores do país. Marina teria 6 milhões de votos a mais no primeiro turno.
Na simulação de segundo turno, Marina teria 61% dos votos, contra 29% de Dilma. Isso significa quase 20 milhões de votos para Marina e apenas 9,3 milhões para Dilma. Portanto, é lá que o PT precisa investir mais na campanha. A presidente tem rejeição de 45% no Estado.
A estratégia do partido é tentar diminuir essa diferença de 10 milhões de votos para 4 milhões ou 5 milhões e apostar na chance de vencer com votos do Norte e Nordeste. A presidente precisaria crescer de 10 a 12 pontos percentuais em São Paulo para ter chances de bater Marina, avalia o comando petista.
O outro tema do comentário no “Jornal da CBN” foi a delação premiada de Paulo Roberto Costa, ex-diretor de Abastecimento da Petrobras. A delação poderá ser questionada por advogados de defesa de políticos que têm foro privilegiado. O argumento é que ela deveria ser feita em Brasília, pelo Supremo Tribunal Federal, não pelo juiz federal Sérgio Moro, do Paraná. Isso indica que haverá uma tentativa de apontar nulidade.
Outro caminho é enviar um requerimento ao ministro Teori Zavascki para que ele responda se pode informar aos citados do que eles estão sendo acusados. E para que Zavascki responda se está, de alguma forma, acompanhando a delação. Esse questionamento interessa não apenas aos políticos envolvidos, mas também às empresas fornecedoras da Petrobras, que são grandes financiadoras de campanhas políticas.