O sistema criado pelo Ministério Público Federal para identificar pessoas potencialmente inelegíveis devido à Lei da Ficha Limpa já tem 233 mil inscrições.
Para chegar ao número real de pessoas o MPF terá de filtrar os dados, o que só deve ser feito nas próximas semanas, quando acabar de receber informações sobre condenações ou outros processos que levem à inelegibilidade.
De acordo com o MPF, além de condenações por improbidade administrativa e por crimes comuns, também estão sendo computadas na lista outros problemas que, pela Lei da Ficha Limpa, levam à inelegibilidade. Um exemplo são demissões do serviço público em decorrência de processo administrativo ou decisão judicial.
Até o momento, 204.900 registros de condenações que podem impedir candidaturas foram enviadas ao MPF pelo poder Judiciário. O Legislativo colaborou com o cadastro com 14.773 registros e o Executivo com 13.862.
Como o Ministério Público Eleitoral só tem cinco dias a partir do registro das candidaturas para impugnar candidatos, o sistema, chamado de Sisconta Eleitoral, será usado para agilizar o trabalho dos procuradores.
Caso uma candidatura seja impugnada pelo Ministério Público, o caso é avaliado pela Justiça, que pode ou não concordar com o pedido da procuradoria. Devido a isso, a lista, na prática, revela casos de "potencial inelegibilidade".
Ao analisar o registro de candidatura e ouvir os argumentos dos advogados de um candidato a Justiça pode identificar algum aspecto específico da condenação que não torna a pessoa inelegível.
Além disso, quem está hoje com seu nome na lista pode entrar com recursos em seu processo e ser absolvido até o dia do julgamento de seu registro de candidatura.