Novo aliado do pré-candidato pelo PCdoB é um dos 41 prefeitos envolvidos
Do Atual 7
COMANDO VERMELHO Flávio Dino pousa feliz para registro de aliança com Cecé Monteiro
O ex-prefeito de Apicum-Açu, Sebastião Lopes Monteiro, o Cecé Monteiro (PMDB), um dos 41 prefeitos que participou do esquema milionário de agiotagem que culminou na morte do jornalista e blogueiro Décio Sá, é o mais novo aliado do pré-candidato ao governo estadual pelo PCdoB, Flávio Dino.
No dia 23 de abril de 2012, Décio Sá foi morto a tiros a mando do agiota Gláucio Alencar, em um bar na Avenida Litorânea, em São Luís, por denunciar que uma quadrilha que emprestava dinheiro para financiar campanhas de candidatos a prefeito, que pagavam a dívida com verba pública quando venciam as eleições.
Chamado de ‘liderança’ nas releases distribuídas pela assessoria comunista nessa segunda-feira (19), Cecé Monteiro foi eleito em 2008 pelo PDT, época em que ele distribuiu dezenas de cheques para o agiota Gláucio Alencar, segundo levantamento feito pela Superintendência de Investigações Criminais (Seic) e pelo Grupo de Atuação Especial de Combate às Organizações Criminosas (Gaeco) do Ministério Público do Maranhão (MP/MA).
Perigoso e dono de uma ficha corrida que daria inveja a qualquer presidiário do Complexo Penitenciário de Pedrinhas, o novo aliado de Flávio Dino foi acusado no final de 2013 de ter ordenado um incêndio à residência do responsável pelos fim de seus desmandos em Apicum-Açu, o prefeito eleito em 2012, Claudio Cunha (PV). Todos os cinco marginais envolvidos no crime era aliados de Cecé, entre eles ex-secretários de sua malversada gestão.
Corrupto, o aliado do pré-candidato pelo PCdoB foi condenado, em 2011, pela 2ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Maranhão (TJ/MA) a se afastar imediatamente do cargo, e ainda a pegar 8 anos e 6 meses de cadeia, por fraudas recursos do SUS, contratar obras públicas e serviços sem licitação, fragmentar despesas para não ter que realizar processo licitatório, desviar verbas públicas, apresentar notas fiscais falsas, não aplicar os percentuais devidos na manutenção do ensino fundamental e na remuneração dos professores, realizar despesas indevidas na aquisição da merenda escolar, além de apresentar balancetes fora do prazo.
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