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ex-ministro da Justiça e senador Flávio Dino despediu-se do Senado nessa terça-feira (20) para assumir o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). Dino afirmou que vai agir com “imparcialidade” na Corte.“Juiz fala pouco e ouve muito”, disse em discurso na tribuna da Casa
Pelas redes sociais, Dino agradeceu ao povo maranhense, estado que governou por 8 anos. “Agradeço a todos do Maranhão que me acompanharam e apoiaram em sucessivas campanhas eleitorais, nos meus 18 anos de política partidária. Valeu. Valeu muito”, escreveu.
Dino irá assumir uma cadeira na Suprema Corte nesta quinta-feira (22). A cerimônia de posse no STF está marcada para às 16h e em seguida, ele receberá os tradicionais cumprimentos no Salão Branco da Corte. A partir das 19h, ele participará da missa que será celebrada pelo Cardeal Arcebispo de Brasília, Dom Paulo Cezar.
Em meio à epidemia de dengue e ao aumento de casos por febre chikungunya, um estudo realizado pela Fiocruz Bahia indica que há risco de morte de pessoas infectadas pelo vírus por até três meses após o início dos sintomas da doença — além da fase aguda da doença, sendo os primeiros 14 dias.
Segundo a Fiocruz, o estudo comparou o risco de morte de pessoas infectadas com pessoas que não tiveram a doença. As pessoas infectadas tiveram um risco 8,4 vezes maior de morte do que as pessoas não infectadas entre 1 e 7 dias. Já entre 57 e 84 dias, o risco diminuiu para 2,26 vezes maior que as pessoas sem a doença. Após esse período, não houve diferença significativa no risco de morte entre os grupos expostos e não expostos.
Também foram analisados os dados de 1.933 pessoas que tiveram a doença do vírus chikungunya e morreram em um tempo médio de 294 dias — menos de um ano. Dos casos por morte natural, o risco foi maior entre o primeiro e o sétimo dia do início dos sintomas da doença pelo vírus, com um risco de 8,75 vezes maior em comparação com outros períodos, diminuindo para 1,59 entre 57 e 84 dias.
De acordo com o pesquisador Thiago Cerqueira, o primeiro autor do estudo, o levantamento apresentou evidências sobre o risco aumentado de mortalidade natural e de morte associado com outras doenças crônicas.
“A gente não consegue dizer exatamente o porquê que está tendo esse aumento. A gente consegue mostrar que tem um aumento. Mas na literatura, vem sendo pressuposto que tem um desbalanço com as pessoas que têm com comorbidades prévias, então você tem uma descompensação das comorbidades. Então, quem tem diabete acaba tendo um descontrolo glicêmico — e isso acaba prejudicando a doença e pode levar a óbito. Ou também se as infecções podem causar mais um desbalanço no sistema de coagulação e predispor a eventos cardiovasculares”, explica.
Conforme os pesquisadores, em um cenário com 100 mil pessoas doentes por chikungunya, é esperado cerca de 170 mortes a mais nos primeiros 84 dias do que em um contexto sem a doença. O pesquisador da Fiocruz Bahia ainda reforça a necessidade de os profissionais de saúde acompanharem de perto os infectados por chikungunya.
“Em termos de profissional de saúde, quando se vê um caso de chikungunya, lembrar que pode ter essa duplicação a longo prazo. Não é só os primeiros 14 dias que tem que estar atentos. Então, tem que ter esse olhar mais atento ao paciente, tanto com o chikungunya quanto com o dengue, que eles podem ter complicação depois que passa a fase aguda da doença”, destaca.
O estudo utilizou dados da do Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico), do Sistema Nacional de Informação sobre Doenças de Notificação Notificável (Sinan) e Sistema de Informações sobre Mortalidade (SIM). Ao todo, foram avaliados 143.787 casos de doenças causadas pelo vírus da chikungunya entre o período de 1ª de janeiro de 2015 a 31 de dezembro de 2018.
Chikungunya no Brasil De acordo com o Ministério da Saúde, até a sexta semana epidemiológica de 2024, o Brasil já registrou 32.483 casos prováveis da doença. O número é 18,4% maior que o registrado no mesmo período do ano passado, (26.493). Também foram confirmadas 4 mortes pela doença e 34 estão sob investigação.
Segundo o médico infectologista Daniel Pompetti, embora a dengue, zika e chikungunya sejam arboviroses transmitidas pelo mesmo mosquito — Aedes aegypti — e possuem sintomas similares, há algumas diferenças que ajudam a diferenciar uma para a outra.
“No caso da chikungunya, esta apresenta no início, de forma súbita, febre alta. Porém, diferente da dengue, que pode durar até 7 dias, na chikungunya o período febril pode ser um pouquinho mais curto. Uma diferença importante da chikungunya é a artralgia, ou seja, a dor nas articulações, que pode ser bem intensa e pode estar acompanhada de inflamação chamada de artrite — e que em alguns casos, ela pode permanecer no tempo e se transformar em sequela. Assim como na dengue, na infecção por chikungunya o paciente pode apresentar dor de cabeça, dor atrás dos olhos, dores musculares menos intensas que na dengue. O paciente pode ter também vermelhidão no corpo e fadiga”, explica.
O infectologista destaca que não existem antivirais específicos para tratamento a chikungunya. Ele explica como é realizado o tratamento contra a doença.
“Infelizmente, até o momento não há um medicamento antiviral específico para chikungunya. Então, a terapia utilizada é sintomática, ou seja, tratamento dos sintomas específicos, que seria principalmente manejo da dor e hidratação. Inicialmente, na fase aguda da doença, é importante incentivar a hidratação oral dos pacientes. Já no manejo da dor é recomendado o uso de paracetamol ou dipirona. É importante destacar que por se tratar de uma doença viral, o uso de antibióticos não está indicado e muitas vezes, devido ao envolvimento de dores crônicas articulares com esta doença, os pacientes podem precisar de fisioterapia”, completa.
Prevenção De acordo com o médico infectologista, o mais importante para prevenir a doença é evitar os criadouros dos mosquitos que podem transmitir a doença. Isso previne não só a transmissão de chikungunya, como também de dengue e Zika.
“No que respeita a vigilância em saúde, é importante manter e alimentar os sistemas de informações de arboviroses, com o objetivo de gerar indicadores epidemiológicos para orientar ações de prevenção e controle. Além do aprimoramento da vigilância e do controle do vetor, que nesse caso é o mosquito. É importante também a identificação de locais de reprodução de mosquito e de áreas com maior número de casos, para assim orientar ações de prevenção para a população e intensificar as ações de visita domiciliar. E é necessário ressaltar a importância da eliminação de água armazenada, que pode se tornar criadouro — e o uso também de repelentes adequados para diminuir a chance de picada pelo mosquito”, ressalta.
O show da dupla sertaneja Maiara e Maraisa foi cancelado, na noite desta segunda-feira (12), em São Luís, em função da forte chuva e da ventania na cidade.
Mesmo com um bom público na Cidade do Carnaval, na Praia Grande, a prefeitura tomou a decisão de cancelamento do show por motivo de segurança. A dupla deve se apresentar em outra data na capital.
A chuva e o vento forte deixou estragos em vários pontos de São Luís.
Os municípios do Maranhão vão receber nesta sexta-feira (9) mais de R$ 429 milhões referente ao Fundo de Participação dos Municípios (FPM). Esse valor será distribuído entre as prefeituras do estado e corresponde à parcela do 1° decêndio do mês de fevereiro de 2024.
Confira também na matéria em áudio de Landara Lima:
São Luís, a capital do estado, recebe o maior valor, totalizando mais de R$ 68 milhões. Entre os municípios do estado que receberão as maiores quantias estão: Caxias, Imperatriz, São José de Ribamar e Paço do Lumiar, que recebem R$ 6.139.218,48 cada.
Já os municípios como Central do Maranhão, Feira Nova do Maranhão, Governador Luiz Rocha, Graça Aranha e Lagoa do Mato recebem R$ 920.881,70 cada. O valor é o menor para o estado.
Segundo o Sistema Integrado de Administração Financeira do Governo Federal (SIAFI), no Maranhão, até o dia 8 de fevereiro, nenhuma das prefeituras do estado estava impedida de receber o valor do FPM.
É importante ressaltar que, de acordo com a Confederação Nacional de Municípios (CNM), a distribuição dos recursos é feita conforme o número de habitantes, segundo a Lei 5172/66 (Código Tributário Nacional) e o Decreto-Lei 1881/81.
Segundo o consultor de orçamento Cesar Lima, os valores repassados aos estados representam uma alta de quase 100% em relação ao primeiro decêndio de janeiro.
“Estamos em um viés de alta desses recursos. Temos também, em relação ao primeiro decente de fevereiro do ano passado, um aumento de 5% nesses recursos. Isso é bom para a economia, porque representa uma maior arrecadação, então uma maior atividade na economia e para os municípios que recebem uma parte desses recursos. Esperamos que possamos esse ano não ter os mesmos problemas que tivemos no ano passado em relação à queda de arrecadação”, comenta.
Uma mudança relevante parece estar perto de ocorrer no WhatsApp — e tudo estaria para acontecer a um mês do prazo da Lei dos Mercados Digitais (DMA), da Europa. O aplicativo deve permitir que as pessoas enviem mensagens para você de outro app. Pelo menos, esse é o plano.
Segundo informações do site Wired, o diretor de engenharia do WhatsApp, Dick Brouwer, alegou que a empresa já está preparada para promover o recurso aos seus usuários, que ultrapassam a marca de 2 bilhões de pessoas.
“Há uma tensão real entre oferecer uma maneira fácil de disponibilizar essa interoperabilidade a terceiros e, ao mesmo tempo, preservar a privacidade, a segurança e a barra de integridade do WhatsApp. Acho que estamos muito felizes com onde chegamos”, disse ele à publicação.
Aplicativos com o WhatsApp e o Messenger precisarão abrir sua rede de mensagens a apps de terceiro segundo uma determinação da Lei dos Mercados Digitais, proposta pela União Europeia.
– Quanto ao Messenger, a Meta também estaria se preparando para permitir que outros aplicativos de bate-papo possam ter sua troca de mensagens dentro da sua rede. – Seria, inicialmente, uma experiência que ficaria isolada em outra aba, chamada “bate-papos de terceiros”. – Nela, não haveria muitas limitações: será possível enviar texto, áudio, vídeo, imagens e arquivos entre aplicativos.
Recurso poderá ser desativado por usuários
Brouwer ainda mencionou que, devido à abertura da rede de mensagens para apps de terceiros também abrir espaço para golpes e mensagens de spam vindo de locais desconhecidos, a experiência será opcional, na intenção de prezar pela segurança dos usuários do WhatsApp.
“Haverá a possibilidade de escolha se o usuário quer ou não participar de uma troca de mensagens usando aplicativos de terceiros. É importante dar essa escolha, pois se trata de uma situação que pode ser uma grande fonte de spam e golpes”, disse ele.
O WhatsApp exigirá criptografia de ponta a ponta para permitir a compatibilidade dos apps de terceiros dentro de suas mensagens. Ainda não está claro se outras companhias como Telegram, Viber e Google planejam permitir integração em suas redes com o WhatsApp.
Nesta quinta-feira (8), Valdemar Costa Neto, presidente do Partido Liberal (PL), foi detido pela Polícia Federal (PF) por porte ilegal de arma. Ele estava entre os alvos de busca e apreensão da Operação Tempus Veritatis, que investiga uma organização criminosa acusada de planejar um golpe de Estado para manter Jair Bolsonaro (PL) na Presidência após sua derrota nas eleições de 2022.
Segundo informações da Polícia Federal, estão em andamento 30 mandados de busca e apreensão, além de quatro mandados de prisão preventiva e 48 medidas cautelares distintas da prisão. Estas medidas abrangem a proibição de comunicação com outros investigados, restrição de viagens internacionais com a entrega dos passaportes e suspensão de atividades públicas.
Agentes da Polícia Federal estão executando as medidas judiciais, emitidas pelo Supremo Tribunal Federal, em diversos estados brasileiros, incluindo Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.
Nesta fase da operação, as investigações indicam que o grupo sob escrutínio se organizou em núcleos de ação para promover a disseminação de fraudes nas Eleições Presidenciais de 2022, antes mesmo da realização do pleito, com o objetivo de legitimar uma intervenção militar, em uma estratégia típica de milícia digital.
O primeiro núcleo concentrou-se na elaboração e disseminação de alegações de fraude nas Eleições de 2022, por meio da propagação de informações falsas sobre supostas vulnerabilidades no sistema eletrônico de votação. Essas alegações foram repetidas pelos investigados desde 2019 e continuaram mesmo após os resultados do segundo turno das eleições em 2022.
O segundo núcleo de atuação visou fornecer suporte para a subversão do Estado Democrático de Direito, por meio de um golpe de Estado, contando com o apoio de militares com conhecimentos e táticas de forças especiais em um ambiente politicamente delicado
O presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva (PT), afirmou, nesta quinta-feira (8/2), que os ataques contra as sedes dos Três Poderes, no 8 de janeiro, não teriam ocorrido sem a participação do ex-presidente Jair Bolsonaro, a quem apontou uma participação “da construção dessa tentativa de golpe”. A fala é um comentário sobre a operação da Polícia Federal que ocorre nesta quinta-feira contra Bolsonaro e aliados dele.
“O cidadão que estava no governo não estava preparado para ganhar, não estava preparado para perder, não estava preparado para sair. Tanto é que não teve nem coragem de me dar posse (…) ficou em casa chorando e foi embora para os Estados Unidos. Ele deve ter participado da construção dessa tentativa de golpe”, disse Lula em entrevista à Rádio Itatiaia.
Lula afirmou, ainda, que não sabe se houve uma participação ativa de Bolsonaro, mas afirmou que acha “que não teria acontecido sem ele”.
O presidente disse que agora é esperar as investigações e que espera que “no tempo mais rápido possível” venha um resultado “do que verdadeiramente ocorreu no Brasil”.
Estão sendo cumpridos 33 mandados de busca e apreensão, quatro mandados de prisão preventiva e 48 medidas cautelares diversas, que incluem a proibição de manter contato com os demais investigados, proibição de se ausentarem do país, com entrega dos passaportes no prazo de 24 horas e suspensão do exercício de funções públicas. Policiais federais cumprem as medidas judiciais, expedidas pelo Supremo Tribunal Federal, nos estados do Amazonas, Rio de Janeiro, São Paulo, Minas Gerais, Mato Grosso do Sul, Ceará, Espírito Santo, Paraná, Goiás e no Distrito Federal.
A investigação A investigação apurou que o grupo investigado se dividiu em núcleos de atuação para disseminar a ocorrência de fraude nas eleições presidenciais de 2022, antes mesmo da realização do pleito, de modo a viabilizar e legitimar uma intervenção militar, em dinâmica de milícia digital.
O primeiro eixo consistiu na construção e propagação da versão de fraude nas eleições de 2022, por meio da disseminação falaciosa de vulnerabilidades do sistema eletrônico de votação. O segundo eixo teria consistido na prática de atos para subsidiar a abolição do Estado Democrático de Direito, por meio de um golpe de Estado, com apoio de militares com conhecimentos e táticas de forças especiais no ambiente politicamente sensível.