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quinta-feira, 5 de fevereiro de 2026

Inadimplência cresce no início de 2026

 

Inadimplência cresce no início de 2026

O nível de endividamento das famílias brasileiras segue elevado no início de 2026, comprometendo o orçamento doméstico e aumentando o risco de atraso no pagamento de contas. Os indicadores mais recentes apontam que grande parte dos lares convive com dívidas, em um contexto marcado por crédito caro, consumo contido e custo de vida ainda pressionado.

Levantamento da Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo mostra que cerca de 79% das famílias possuem algum tipo de débito, o maior percentual desde o início da série histórica, em 2010. Dentro desse grupo, mais de 30% já enfrentam inadimplência, com obrigações vencidas e dificuldades para regularização.

Dados do Banco Central reforçam esse cenário ao indicar que aproximadamente 49,3% das famílias estavam endividadas em outubro de 2025, período em que o volume de crédito destinado ao consumo atingiu patamar recorde. No mesmo intervalo, a taxa média de juros cobrada das pessoas físicas ficou próxima de 59,4% ao ano, elevando o custo do endividamento e dificultando o equilíbrio financeiro das famílias.

Especialistas apontam que a expansão do uso do cartão de crédito e dos empréstimos pessoais de curto prazo tem contribuído de forma significativa para o aumento das dívidas. O elevado comprometimento da renda com o pagamento desses encargos reduz a capacidade de consumo, limita a formação de poupança e fragiliza a saúde financeira dos lares.

Apesar de avanços pontuais no mercado de trabalho e de uma recuperação moderada da renda real ao longo de 2025, a combinação entre juros elevados e despesas básicas em alta deve manter o endividamento em níveis elevados ao longo de 2026. A necessidade de priorizar gastos essenciais, como alimentação, moradia e serviços, impõe restrições adicionais ao consumo e dificulta a redução da dependência de crédito com custos elevados.

Inadimplência cresce no início de 2026

  O nível de endividamento das famílias brasileiras segue elevado no início de 2026, comprometendo o orçamento doméstico e aumentando o ris...